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Lipidose hepática em gatos: o que é e como identificar?

27/12/2017

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Tem um gatinho e pretende viajar no verão? Muita atenção à decisão de deixar o pet em casa! Apesar de serem mais independentes que os cachorros, os gatos não devem ficar muito tempo sem se alimentar, pois o jejum prolongado pode trazer complicações de saúde, como a lipidose hepática, uma das enfermidades mais comuns nos felinos.

Os gatos privados de alimento ou que passam por longos períodos de anorexia, especialmente os obesos (independentemente da raça, sexo e idade), podem desenvolver a doença, que se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas células do fígado, reduzindo a função do órgão. Como sua principal função é metabolizar substâncias que precisam ser eliminadas do organismo, o fígado acometido pela lipidose pode comprometer de diversas formas o animal.

Os principais sintomas são a anorexia (muitas vezes associada ao estresse), vômito, salivação excessiva e mucosas amareladas (icterícia). Observar se o animal está depressivo ou estressado e apresentando algum dos demais sintomas será essencial para identificar a doença a tempo de iniciar o tratamento, que incluirá basicamente a reintrodução à alimentação normal, corrigindo a desidratação e desequilíbrio nutricional. Em alguns casos, será necessária a internação para o acompanhamento da evolução ou ainda para que a alimentação seja feita por meio de sonda. Para a identificação das melhores medidas a serem tomadas em cada caso, o apoio profissional do médico veterinário será essencial. Ao identificar os primeiros sintomas, é hora de levar o pet para uma avaliação!

Por todos esses fatores, há duas formas principais de prevenir o gatinho da lipidose: evitar a obesidade e os quadros de anorexia. A primeira deverá estar associada ao fornecimento de um alimento equilibrado e seguindo estritamente os níveis diários indicados, já que a obesidade é um distúrbio grave que pode inclusive reduzir o tempo de vida do animal – leia mais. Já a prevenção da anorexia exige principalmente o acompanhamento em situações que podem causar estresse no animal, que podem ser, por exemplo, mudança na dieta, mudança de casa, chegada de um novo animal de estimação ou nova pessoa na família, entre outros. Para evitar colocar a saúde do pet em risco, o tutor também não deve deixar o pet sem se alimentar por dias seguidos – três dias podem ser suficientes para que ele desenvolva a doença. Atenção, tutor!


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