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A importância da piscicultura para inibir a pesca predatória

14/09/2016

O crescimento populacional em todo o mundo sempre esteve envolvido diretamente com os mares e rios, devido à sua grande oferta de alimentos. No entanto, a tecnologia desenvolvida ao longo das décadas possibilitou às empresas pesqueiras inventarem alguns mecanismos de buscas que localizavam grandes cardumes em alto mar, facilitando a captura de grandes quantidades de peixes e desequilibrando a fauna marinha.

A pesca predatória é a retirada de uma quantidade de peixes muito maior do que o meio ambiente pode repor naturalmente. A atividade possui consequências desastrosas e pode acarretar na extinção de espécies de animais. Por outro lado, a produção controlada de peixes, denominada piscicultura, é uma alternativa sustentável e legal, para quem busca crescer nesse segmento.

Além do grande potencial hídrico de água doce, o país conta com mais de nove mil quilômetros de praias e cerca de 200 milhas de mar territorial, números que favorecem a maricultura costeira e em mar aberto. Além disso, o clima tropical em grande parte do território brasileiro e a grande disponibilidade de rações e também de espécies aquáticas para o cultivo, tornam ainda mais favorável a piscicultura no país.

As técnicas de manejo, aliadas às inovações tecnológicas, propiciam o desenvolvimento da atividade sustentável, gerando novas oportunidades aos produtores e produtos de qualidade aos consumidores. “A criação comercial de peixes contribui para a preservação dos biomas naturais marinhos, protegendo assim o meio ambiente. No entanto, a criação em tanques redes, por exemplo, necessita de certos cuidados com a alimentação. Como a água nem sempre é toda renovada, precisamos utilizar as técnicas de manejo que ajudam a minimizar esses impactos, não alterando a capacidade de suporte dos reservatórios, com superpopulação de peixes e rações. Uma ferramenta muito utilizada é a biometria, que possibilita calcular a quantidade de ração, por fase e tamanho dos peixes, diminuindo os desperdícios e conservando a qualidade de água, sem prejudicar o crescimento dos peixes e diminuindo os risco com mortalidades”, alerta o Coordenador Técnico em Aquicultura, Amilton Neves Dias.


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